Novo espaço transforma experiência cultural em ponto de encontro em São Paulo
Com gastronomia da chef Ariana Turca e projeto da arquiteta Ana Terra Capobianco, o espaço amplia a experiência dos eventos no Instituto Capobianco ao reunir público, artistas, programação musical e encontros antes e depois dos espetáculos; Inauguração acontece no dia 25 de junho.

Foto: Nina Jacob
São Paulo ganha, a partir do dia 25 de junho, um novo espaço de convivência que une arte, gastronomia e música. Instalado no subsolo do Instituto Capobianco, em uma casa histórica no centro da cidade de São Paulo, o Café Capô nasce com a proposta de prolongar a experiência do público para além dos espetáculos, criando um ambiente de encontro entre artistas, espectadores e amantes da cultura.
Sob o comando da chef Ariana Turca, idealizadora da Dasturca, o Café Capô apresenta um cardápio autoral guiado por comida de afeto, memória e herança cultural. Mais do que uma proposta gastronômica, a cozinha surge como extensão sensorial da experiência criada pelo Instituto: assim como o teatro mobiliza emoções e junções, a comida também se estabelece como linguagem, no tempo presente e no encontro.
O cardápio do Café Capô parte de uma proposta atemporal, mas acompanha as transformações de cada temporada. A cada nova peça, mudam o público, a atmosfera do espaço e, consequentemente, a forma como a experiência gastronômica é pensada. “Eu gosto de entender para quem estou cozinhando. Existe um olhar carinhoso e atento para quem chega aqui, porque cada espetáculo traz pessoas diferentes, idades diferentes e expectativas diferentes”, observa a cozinheira.
Neste primeiro momento, o menu traz como destaques tortas salgadas, bolos, brioches doces e salgados, pizzettas, caldos e sopa, todos preparados com receitas autorais, além de bebidas como chás, vinhos, cervejas e, claro, cafés.
A arquitetura do Café Capô leva a assinatura de Ana Terra Capobianco, do escritório Terra Capobianco Arquitetura, que desenvolveu um projeto contemporâneo sem perder a essência histórica do imóvel. O novo café nasce como uma extensão natural da trajetória do instituto instalado no casarão construído por seu bisavô, Remo Capobianco, na década de 1920, e transformado por seu avô, Julio Capobianco, em um espaço cultural aberto à cidade.
“Ter a oportunidade de projetar este café tem, para mim, um significado profundamente afetivo e simbólico”, observa Ana Terra. A relação da arquiteta com o centro de São Paulo também atravessa sua trajetória profissional: formada pela Escola da Cidade, Ana desenvolveu seu trabalho final de graduação sobre o Viaduto 9 de Julho, pesquisa vencedora do Prêmio Opera Prima 2008. Desde então, acompanha e acredita nos movimentos de requalificação da região central, entendendo a cultura como ferramenta essencial de conexão entre cidade e sociedade. “Tenho enorme orgulho e gratidão em poder contribuir com esta história familiar e, ao mesmo tempo, oferecer este presente para a cidade”, afirma a arquiteta.
A inauguração oficial está marcada para 25 de junho, com uma programação especial. Além da experiência gastronômica, o café contará com uma agenda cultural desenvolvida especialmente para o Café Capô, com programação quinzenais, divulgada previamente, reunindo atrações e encontros pensados para dialogar com a atmosfera artística da casa. Mais do que um café, o Capô se estrutura como uma extensão da experiência artística, oferecendo uma alternativa para quem deseja continuar a noite no mesmo lugar, entre música, drinks e conexões.
