Vale a pena comprar o Camarote Brahma no Carnaval de SP?

Sim, vale muito a pena. E a experiência começa antes mesmo de você chegar na avenida.

O ponto de encontro no Expo Center Norte já entrega o nível do evento. É um receptivo enorme, com palco, ativações de marcas, sala de maquiagem, banheiros sempre limpos e muita comida, de todos os tipos, incluindo sobremesas incríveis. As bebidas são liberadas. O chope Brahma aparece em “torneirinhas” espalhadas por todo o espaço, e ainda existem geladeiras por toda parte com Pepsi, Pepsi Black, Guaraná Antartica (inclusive zero), além de opções como Spaten e outras bebidas.

O translado acontece ali mesmo. O receptivo vira o ponto de encontro dos foliões, com serviço completo e clima de festa desde o início. Depois, todos seguem em ônibus de super luxo, com ar-condicionado e muito conforto, parando diretamente na porta do camarote. Zero perrengue.

Chegando lá, dá para perceber que o receptivo era só o começo. O Camarote Brahma é gigantesco, com estrutura digna de uma grande casa de shows. Só na parte de baixo, são três palcos. O palco principal recebeu nomes como Zeca Pagodinho e Samuel Rosa. Existe um segundo palco no meio do espaço, onde rolou, entre outros shows, uma apresentação espetacular de Ivo Meirelles, com energia de Estação Primeira de Mangueira e o público completamente entregue. E ainda tem um terceiro palco menor, com grupos de pagode o tempo todo, que nunca ficava vazio.

E sim, é impossível não falar das comidas de novo, porque no camarote tudo melhora ainda mais. Tinha duas opções de churrasco, Friboi Maturatta e Swift, ambos incríveis. Além disso, restaurante em esquema open com Di Paolo, batatas McCain, doceria, comida japonesa, frango crocante, open food de Johnny Rockets com mini hambúrguer, batata e milkshake, e JetPizza também em formato open. Teve sorvete liberado o evento inteiro. E as “torneirinhas” não eram só de chope. Tinha vodka, gin, outros destilados e até drinks prontos para pegar e sair brindando, incluindo Negroni, Cosmopolitan e mais.

O camarote estava lotado, com muita gente, mas isso não atrapalhava. Fazia parte da festa. Público lindo, energia alta e, principalmente, sem estresse. Não tinha aquelas filas intermináveis para banheiro, que por sinal estava sempre limpo. E também não tinha fila chata para comer. O tempo médio nos quiosques era de menos de um minuto, muitas vezes era só passar, pegar e seguir.

Outro ponto importante é o ambiente acolhedor que a organização criou. Além do pronto socorro, bem equipado, existia uma sala de acolhimento para possíveis ocorrências de assédio, racismo e situações sensíveis. E não era só discurso. A equipe estava treinada para acolher de verdade, com cartazes por todo lado deixando claro que condutas erradas não seriam admitidas.

A estrutura para pessoas com deficiência também estava presente, com espaços reservados, suporte e guias à disposição. E o cuidado do staff aparecia em detalhes. Bastava você pegar o celular e ensaiar uma selfie que alguém surgia oferecendo ajuda para tirar a foto.

Se vale a pena? Vale demais. É experiência completa, do primeiro brinde no receptivo ao último show no palco, com conforto, comida e bebida em altíssimo nível. A experiência para os foliões é de aproximadamente 8 horas. Não é apenas um camarote, mas sim um grande festival com todo o conforto no meio do Sambódromo.